A vitória por 2×1 do Atlético sobre o Godoy Cruz na última quinta-feira (14), acabou ofuscada pela confusão ocorrida no setor visitante, onde torcedores argentinos entraram em confronto com a segurança da Arena MRV e precisaram ser contidos pela polícia militar. Por conta disso, e com medo de represálias de seus hinchas no jogo de volta, o clube argentino divulgou um comunicado dizendo não ao racismo, violência e xenofobia. Confira abaixo:
“NO FELICIANO GAMBARTE DIZEMOS NÃO À VIOLÊNCIA, AO RACISMO E À XENOFOBIA
O Club Godoy Cruz lembra que toda manifestação violenta ou discriminatória pode gerar sanções pessoais e esportivas, de acordo com o estabelecido pela CONMEBOL. Vivamos a paixão com respeito e cuidemos da nossa casa. Ser bodegueiro é torcer com orgulho e sem discriminação.”
O técnico do Godoy Cruz, Walter Ribonetto, lamentou profundamente o ocorrido e afirmou que esse tipo de coisa não pode acontecer. Além disso, o comandante da equipe argentina comparou essa situação com as infinitas ofensas racistas proferidas aos brasileiros em toda América do Sul:
“Depois falamos de racismo, de situações que os incomodam e não fazemos nada. Temos que tentar corrigir porque dói muito. Há familiares e pessoas que vão assistir, que fazem um esforço para esse tipo de partida, e que passem por isso dessa maneira… Dói muito.”, disse Ribonetto.
Galo pede reforço de segurança no estádio do Godoy Cruz
Segundo informações do GE, temendo represálias e após as cenas de selvageria ocorridas no duelo entre Independiente X Universidade del Chile, onde torcedores argentinos invadiram o setor visitante e agrediram hinchas chilenos que atiravam objetos nos torcedores locais, o Atlético pediu um reforço de segurança junto a Conmebol. Ainda de acordo com o veículo, na madrugada desta quinta (21), a delegação atleticana sofreu com um forte foguetório na porta de seu hotel.
