Embora a torcida não esteja feliz com o time e com o trabalho do técnico Cuca, o Atlético ainda está vivo nas três competições e por isso existe um questionamento se seus principais atletas vão aguentar jogar todos os jogos ou se eles vão precisar de descanso. Após a vitória sobre o Godoy Cruz na Argentina, o treinador atleticano afirmou que sua maior preocupação é perder atletas por lesão como perdeu Lyanco:
“Temos que ter equilíbrio, calma, pensar bem no que fazer para domingo. Temos uma decisão na quarta-feira, contra o Cruzeiro, então temos que fazer tudo pensado, avaliado, junto à preparação física, fisiologia, para não correr risco de perder jogador lesionado. Esse é o maior medo que a gente tem.Temos três competições, tem que ter o elenco muito grande para três competições. Você não vai conseguir jogar no mesmo nível domingo e quarta.” começou a dizer.
Ele ainda afirma que o São Paulo, adversário do Galo no próximo domingo (24), além de ter tido dois dias a mais de descanso que o alvinegro, ainda não precisou fazer nenhuma viagem na semana, algo que tem um peso forte:
” O São Paulo vai jogar com a gente domingo, em casa, e jogou na terça-feira, sem viagem. […] Nós temos que fazer mais cinco, seis horas de viagem para jogar domingo. Então tem uma diferença. Precisamos ser inteligentes e tentar equilibrar essa diferença para fazer um bom jogo domingo.” completou.
Cuca explica oscilações do Atlético
Cuca ainda destacou o fato de o Atlético ter feito uma sequência de jogos fora de casa, algo que em sua opinião, teve um peso importante nas oscilações sofridas pela equipe ao longo das últimas semanas:
“É difícil entender, mas não é difícil explicar. Nós tivemos, depois da parada, seis partidas, com quatro jogos fora de casa. E jogos duríssimos, Bahia, Flamengo, Vasco e Palmeiras. Nós vencemos o Bragantino em casa. O erro maior foi ter perdido o jogo para o Grêmio. Esse sim foi uma derrapada feia que nós demos.” começou a dizer.
Ele ainda destaca que a derrota contra o Grêmio teve um peso forte não só em termos de aproveitamento, mas também no emocional do clube e da torcida:
“Se você ganha o jogo do Grêmio, vai fazer uma classificação do percentual de pontos ganhos estaríamos em sexto lugar com os dois jogos que faltam. Essa derrapada custou caro porque mexe no emocional, a cobrança vem forte da arquibancada. E hoje era um jogo que definia muita coisa, não só a classificação. Você entra em crise se não se classifica, incrível como é o futebol.” concluiu.
